quarta-feira, 27 de outubro de 2010

ANTES QUE O MUNDO ACABE





É certo que aconselham a não julgar um livro pela capa. E, eu juro, sempre tento seguir este conselho. Mas, em se tratando de “Antes que o mundo acabe”, devo dizer que, além da capa, até o título me foi atraente.

Este foi um dos títulos que compunha a remessa emitida pelo MEC (Ministério de Educação e Cultura) à biblioteca pela qual me responsabilizo, em virtude do programa PNBE (Programa Nacional Biblioteca da Escola). Em meio a uma remessa de quase 400 livros, esse foi o primeiro que eu li.

Por se tratar de um livro escrito para adolescentes, ele possui uma linguagem direcionada para esse público. No entanto, o conteúdo – composto não só por texto escrito, como também por imagens – é de fundamental importância para nos ensinar a olhar o mundo de outra forma… não, não! Acreditem: não é nada “piegas” o que estou dizendo.

Arrisquem-se a ler a história - de autoria de Marcelo Carneiro da Cunha - que fala sobre Daniel: um adolescente que morava com a mãe e o padrasto, que tinha uma namorada – que não era tão namorada assim –, que estudava, tinha amigos… enfim, tudo muito normal. Até que um dia chega uma carta para Daniel e tudo na vida dele e de todos a sua volta se modificou.


É uma obra interessantíssima para quem gosta de fotografia e diversidade sócio-cultural. No livro, o autor trata também de dramas da adolescência, conflitos familiares, globalização e sobre a importância da cultura de todos os povos do planeta.

Para a construção da obra – no que se refere a imagens e informações sobre lugares no mundo, seus povos e sua cultura –, Marcelo, o autor, contou com a colaboração de Ado Henrichs, Fabiana Klein, Nathalie Valliére e Roberto Conte.

É possível também ver o filme (http://www.antesqueomundoacabeofilme.com.br/) que foi produzido com base nesta obra e que leva o mesmo título. Eu, francamente, prefiro ler o livro – mas essa é só a opinião de uma Bibliotecária.

Dou-me a liberdade de concluir esta postagem com as palavras do autor:

“Se vocês lerem o livro e gostarem, ele já vai ter atingido o resultado que se deseja para os livros. Se vocês, além disso, olharem as fotos e pensarem nelas e nos muitos povos que ainda existem no mundo, o livro vai ter valido a pena. E se vocês, ainda por cima, pegarem um câmera e saírem por aí fotografando o mundo em que vivem, vai ter sido muito bom ter feito esse livro. Muito bom mesmo” (Marcelo Carneiro da Cunha).


Eu já tenho paixão por fotografia há muito tempo. Depois desse livro isso só se intensificou. Assim como a minha consciência sobre a importância da diversidade no mundo - seja ela de que ordem for.

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