quinta-feira, 17 de março de 2011

Dos Gênios da Contemporaneidade - 2


Ron Mueck



Tudo bem... eu concordo que existam gênios contemporâneos que tenham atuado ou atuem em inúmeras outras áreas de estudo. Então, qual o motivo de voltar, novamente, para o rumo da Arte mais uma postagem sobre a genialidade contemporânea?

A Arte nos domina de modo demasiado devastador pelo simples fato de que ela não é a verdade. Ela é a ilusão que precisamos para enxergar a verdade que a razão não nos permite ver. Essa é um das razões para que eu queira falar (escrever) tanto sobre Arte. Fazendo minhas as palavras de Nietzsche: ”Essencialmente sou bem mais a favor de artistas do que de qualquer filósofo que tenha aparecido até agora”.

Há quem diga que os tempos modernos – ou pós-modernos ou contemporâneos – farão desaparecer a Arte. Eu, em minha modesta opinião, ainda prefiro crer que esta tem apenas evoluído de acordo com o seu tempo.



Ron Mueck


É considerada Moderna a produção artística ocorrida no final do século XIX até os anos 1970. A partir disto, a arte produzida é considerada Pós-moderna ou Contemporânea. De um período a outro, muitos estilos surgiram, como Expressionismo, Surrealismo, Cubismo, Fauvismo, Arte Cinética – chamados Arte Moderna –, bem como Pop Art, Op Art, Expressionismo Abstrato, Arte Conceptual, Arte Povera, Minimalismo – chamados Arte Contemporânea.

Foi pelos idos de 1980, período contemporâneo portanto, que surgiu em Londres, na Inglaterra, um movimento denominado YBAS (Young British Artists – Jovens Artistas Britânicos), o qual alcançou relevo nacional e internacional de modo muito rápido.  Chamados de jovens transgressores, o grupo de artistas, liderado por Damien Hirst, teve suas obras organizadas pela galeria Saatchi a partir de 1992, período que começou sua fama.

Intencionando ampliar os horizontes da arte, incorporando a ela disciplinas como ciência e tecnologia, o grupo de artistas do YBAS ficou conhecido por suas “táticas de choque” por meio de Vídeo, Cinema, Escultura, Fotografia, além de dar um novo conceito para a chamada Instalação e também para a Pintura. Entre aqueles que compuseram o grupo, destaco aqui o australiano Ron Mueck, o Gênio da Contemporaneidade desta postagem.




Mueck esculpindo "Pregnant Woman" (2002).


Nascido em Melbourne, na Austrália, e radicado em Londres, Mueck, durante alguns anos foi um talentoso criador de marionetes de programas de TV, como The Muppets e Vila Sésamo. Ao mudar-se para Londres, trabalhou para a indústria de publicidade. Sua atração por Esculturas – também chamada Plástica Tridimensional e considerada a 4ª Arte – tornou-se cada vez maior, assim como sua capacidade em torná-las cada vez mais perfeitas. E, dessa forma, Mueck iniciou sua carreira como renomado escultor.




Escultura "Big Man" (2000).


Suas fascinantes instalações refletem a perfeição. É uma exibição de corpos esculpidos e colocados nas mais variadas situações, todavia, sem perder a sensibilidade pela figura humana.




Escultura "Mask II" (2001/2002).



Em 1997, na exposição Myra de Harvey, Mueck teve a escultura Dead Dad premiada. Esta escultura trata-se da exata reprodução anatômica de seu pai falecido, no entanto, numa dimensão reduzida. Sua visualização pode provocar variadas sensações: culpa, relação com morte, perda de entes queridos, a relação que temos com o envelhecimento, fragilidade humana. Dead Dad é a única escultura na qual Mueck utilizou seus próprios cabelos.


Escultura "Dead Dad" (1996/97).



Fazendo uso do Hiper-realismo, o trabalho de Mueck reflete o pânico social estampado em cada rosto ou expressão de suas esculturas, nas quais o artista retrata a velhice, o cansaço, a solidão, a desconfiança, a dúvida, a auto-rejeição, a morte... é o artista utilizando a Arte e, por meio do ilusório, esfrega em nossa cara a realidade que nos negamos a ver.







Algumas obras de Ron Mueck:






4 comentários:

  1. Muito bacana Alê, realmente o cara é um gênio. Como apreciador de arte que sou fico embasbacado com tamanha perfeição.

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  2. Sou uma pessoa ocupada deveras, mas tenho uma pessoa que me deixa sempre antenada.
    Alê.


    Muito bom o post.

    bjs

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  3. Oi, Renan...
    Sim, ele é um gênio.
    Obrigada pela visita e pelo comentário.
    Beijos...

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  4. Oi, Dindy!!!
    Em pensar que estamos no mesmo Município e não nos vemos.
    Obrigada pela visita, pelo comentário e pelo carinho.
    Beijos... até qualquer hora.
    Quando me vir de longe de novo, me chame, OK?

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