terça-feira, 26 de abril de 2011

Na Rede a Comentar - 2








Nem me fale em contatos virtuais que geram depressão...

Semana passada estive em uma festa na qual as pessoas mais próximas ao anfitrião haviam sido convidadas pelo Twitter. Devo dizer que recebi o convite por telefone fixo.
Algumas pessoas sentem-se "mais gente" quando mantém contato por redes sociais. Ter Twitter, entre outros, virou sinônimo de ter status social.
Ser "antenado" é tornar público onde esteve, onde está, onde estará... e mesmo seu estado civil que, se for modificado, é automaticamente exposto na rede.
Descobri que não consigo manter absolutamente nada por internet. Nem grandes amizades. Tudo parece se perder, desfragmentar, desfazer durante o processo de envio e recebimento de caracteres... que infelizmente nem sempre chegam no tom que gostaríamos que eles tivessem se pudessem ser ditos de fato.
Recentemente uma amiga muito querida (quase uma irmã) mudou-se para outro Estado. Há mais de duas semanas não entro em contato com ela por pura autodefesa, pois, cada vez que faço isso, sinto a distância entre nós se ampliar e, consequentemente, minha saudade e tristeza por sua ausência.
Sinto falta do olho no olho, do abraço, do carinho, da presença (de fato), da expressão no rosto, nos olhos, das conversas intermináveis regadas a pipoca... e não há MSN, Skype, Bate-papo, pencas de fotos, nem frases diárias, muito menos Twitter que substitua tudo isso.
Levamos milhões de anos para sermos Homo Sapiens Sapiens e apenas décadas para nos tornarmos máquinas... máquinas gélidas.

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