sábado, 7 de maio de 2011

Mãe, olha! O Abaporu da Tarsila!

"Mãe, olha! O Abaporu da Tarsila!"
E viva o artista e, consequentemente, a Arte!
Mas viva também quem nasceu com sensibilidade para conhecê-la e apreciá-la.
Neste caso, com muito amor e orgulho, o meu filho.




Quem será que inventou o Dia das Mães?
Será que foi algum dono de loja prestes a falir?
Bem, não importa...

O que importa é que o dia das mães definitivamente não se resume ao segundo domingo de maio. Mera imposição social, eu diria. Cujo único objetivo é agitar as vendas nos comércios.

O dia das mães tem uma duração muito maior que vinte e quatro horas: começa desde a concepção de seu primeiro filho e não termina nem quando todos eles se vão... Estende-se pela eternidade.

E a tarefa materna não se resume em apenas - e esse já é um trabalho complicado - povoar o mundo. Mas de colocar no mundo homens e mulheres dignos de estar nele. Essa sim, uma tarefa complicadíssima.

Hoje, me peguei a lembrar das peripécias de meu filho antes dos quatro anos de idade. São muitas, confesso. Mas vou contar uma que está entre as melhores, na minha classificação, lógico, pois sendo eu a sua mãe, posso ser colocada como suspeita na escolha.

Um dia eu estava ao telefone a conversar com uma amiga de nome Maria de Jesus, quando no fim da conversa, meu filho entra no quarto. Ficou por ali a me observar enquanto eu terminava a conversa e me despedia.
Quando desliguei o telefone, ele, com seus olhos enormes e expressivos, me olhou da altura do meu quadril e me perguntou:
- Com quem você tava falando?
Eu automaticamente respondi:
- Jesus.
Ele sentou-se na beirada da cama, juntou as mãozinhas no colo, me olhou espantado, os olhos brilhantes e maiores ainda. E, contendo uma euforia, me perguntou:
- Você tem o telefone dele????


cada vez que eu lembro dessa história, meus olhos se derramam... Ser mãe é saber que não há presente no mundo, nem objeto algum que represente melhor a sua maternidade que a existência de seus filhos.


Amar aquilo que esperamos é mais fácil do que receber amor de quem nem sabe de você.
Portanto, é mais fácil uma mãe amar um filho que o contrário. Não exija amor quando você não o dá.
Dê amor a seus filhos e eles o retornarão a você.
Se não retornam, é porque não houve amor verdadeiro de sua  parte.
Ame e acredite em seus filhos.
Ou nenhum amor no mundo poderá fazer com que eles te amem, ou que eles tenham amor por si próprios ou confiança neles mesmos.


A foto acima eu a fiz quando, numa noite qualquer, o meu filho, na ocasião com quatro anos, me chamou aos gritos e feliz da vida ao notar que, com seu corpo, luz e sombra, podia imitar um dos quadros de uma artista brasileira, Tarsila do Amaral, que ele (com muito orgulho de minha parte, devo acrescentar) aos quatro anos já conhecia. O quadro em questão era O Abaporu.



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