sábado, 6 de agosto de 2011

Todo autiditivo prefere morrer a ficar surdo...





Eu sei, o assunto é complicado. Mas você já deve ter conhecido ou talvez até conviva com um auditivo: pessoas que são extremamente levadas pelo som, seja ele qual for.

Em suas conversas, essas frases são muito comuns: "Você está me ouvindo...", "Escuta, vou te contar...", "Ouça só isso...", "Isso não me soou bem...", etc.

Pessoas auditivas conversam com os olhos se movimentando para os lados (em direção aos próprios ouvidos e da esquerda para baixo) e geralmente falam muito bem. E, por terem na palavra seu principal meio de comunicação, sua voz e seu modo de falar são mais moderados. Quando muito atento, um auditivo tende a pender a cabeça para um dos lados. Seus ombros são retos, parecem estar sempre prontos a detectar qualquer som.

E por falar em som, qualquer ruído incomoda a concentração de um auditivo: um ranger de porta, telefones tocando, buzinas lá fora. Sua concentração se quebra e isso o irrita.

Segundo a Diana Beaver (neurolinguista), pessoas auditivas têm as palavras como seu meio principal de expressão, elas se atêm às palavras e por isso tem uma facilidade maior em obedecer regras ditas (faladas) e não escritas. E têm inconscientemente a tendência a importar-se tanto com os meios, as formas de fazer as coisas que esquecem-se das pessoas.

Auditivos aprendem melhor ouvindo do que lendo ou escrevendo. Quando estudam, sentem necessidade de ler em voz alta. Eu, uma auditiva muito incompreendida, leio em voz alta quando estudo e me relaciono melhor com as pessoas que têm mais conteúdo em suas conversas e um linguajar mais correto. Ouvir uma língua bem falada e por uma boa voz é uma necessidade minha como pessoa auditiva.

Sim, admito que já desisti de relacionamentos em que o homem tinha uma voz e um jeito de falar que não me agradavam. Pode parecer estranho... e é, eu sei. Mas isso é involuntário... infelizmente, eu não consigo me relacionar com pessoas de vozes feias, com sotaques fortes e linguagem incorreta.

Para Gustav Jung, pessoas auditivas tendem a viver numa realidade  paralela, quase mística. E que, apesar do mundo estar vivo e cheio de significados, o auditivo não terá uma verdadeira consciência dele se não puder ter a presença do som para tornar real esse mundo.

O modo de percepção do mundo é algo muito complicado no ser humano e requer muito estudo. Mas já há quem valorize essas percepções no campo de vendas  hoje em dia. Alguns administradores de escolas e empresas também já estão tendo essa preocupação com seus alunos e funcionários, pois já se conscientizaram que cada um reage ou se desenvolve de acordo com seu modo de percepção, seja auditivo, visual ou cinestésico.

E você? Prefere morrer a ficar surdo?





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