segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Just Sometimes...




Hoje eu amanheci tão plena e consciente de mim que custei a perceber o "prolapso anímico" que houvera se instalado...
porque hoje eu amanheci com desejos estranhos (ou não)...


Da minha necessidade de alguém que, além de mim,
me veja como me vê o meu espelho.
E ter másculos e ternos olhos me enxergando além do que sou, logo pela manhã, me parecia infinitamente necessário.

Lá fora a Galáxia tornou-se uma esquina dentro de todo o universo no qual havia se transformado a minha vida...
mas apenas eu reparo e escrevo.

Teclas de um calmo piano teimam em soar em minha tão hiperativa cabeça. É a busca pelo som perfeito...
Ah! Os meus incansáveis e sensíveis tímpanos!

Seja lá qual for a distância, eu as tenho vencido todas. E, apesar de toda falta de limites ou da superação de todos eles, continuar aqui jamais parecera tão aprisionante.

Se a humanidade só existe em decorrência do existir da espécie humana... o que me faz me afastar das partes e amar apenas o todo?

O estar tão descaradamente apenas de corpo presente é façanha para poucos. E assistir a tudo como um espectador distante, descartando a possibilidade de ser só um reles participante, pode parecer bastante solitário.
No entanto, antes isso que a degradante cegueira mental a involuir zilhões todos os dias.

Mais alguém a reparar e não tão somente a ver? Ou haverá felicidade na solidão de ter uma visão quântica das coisas? Das vantagens do anonimato...

Hoje eu amanheci tão plena e consciente de mim que custei a perceber o "prolapso anímico" que houvera se instalado... porque hoje eu amanheci com desejos comuns (ou não)...



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