quarta-feira, 11 de abril de 2012

A Poesia do Sexo





Alguém já notou quanta poesia existe num encontrar de corpos?

Quantos sinos soam e quantos instrumentos de pode ouvir
Em um simples roçar de pelos?
Alguém já notou como nos tornamos surdos,
Cegos e nem sempre mudos
Quando estamos em meio ao êxtase total?
Quem já notou que milésimos de segundo se transformam em horas
Quando, enfim, os desejos se descobrem?
Alguém já notou que, se durasse cinco minutos,
Um orgasmo nos mataria?
Ah... a nossa necessidade de contato físico...
Uma ansiedade... uma insacialbilidade...
A vontade louca de esfregar-se numa pele!
É indizível a possibilidade de fundir-se em um abraço.
De entregar-se de corpo e alma ao completo desfalecimento
De um longo e molhado beijo...
Seja lá onde for o beijo!
satisfazer nossos desejos sexuais nos infla o ego.
Nos cria asas tão palpáveis que voamos mesmo, com a alma!
Quase não é possível voltar ao corpo.
Nos tornamos etéreos.
Verdadeiros elfos cintilando no ar!
É fantástico nos enveredarmos pelos prazeres carnais.
Ainda que não sejam tão simplesmente carnais.
Nada nos causa maior sensação de leveza,
De simplesmente levitarmos.
Move tudo o que realmente somos,
Além de nossos corpos.
É magnífico! É mágico!
E, ainda que sejam selvagens,
Há sempre um lirismo fascinante
Na realização de nossos desejos sexuais.
Ah... a nossa necessidade de contato físico...
Uma ansiedade... uma insaciabilidade...
A vontade louca de esfregar-se numa pele!
Alguém já notou quanta poesia existe num encontrar de corpos?
Alguém consegue ver poesia no que eu vejo?


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