quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Na Rede a Comentar - 8



Eu havia visto uma postagem interessante sobre o uso da bicicleta como meio de transporte, quando, ao clicar sobre a imagem para vê-la melhor, me deparo com os comentários (que podem ser lidos na imagem abaixo) e não resisti.






Nossa, Ponciano! Quanta agressividade. Sabe... Nem todas as regras são absolutas. Para a maioria existe exceção. Claro que sabemos que o transporte público no Brasil é uma droga. Mas é culpa nossa também que não exigimos do Governo aquilo que é de sua obrigação fazer. E concordei com o Douglas quando ele afirmou singelamente que "cada caso é um caso".

Sou bibliotecária e uso bicicleta para ir trabalhar. Conheço uma advogada que mora perto do Fórum e, também por isso, vai trabalhar de bicicleta. Essa atitude não faz de nós pessoas irresponsáveis, demagogas ou despreocupadas com o horário. Na verdade, é justamente o contrário. O ciclismo me ensinou muito depois que aderi a ele em 2005: aprendi a me locomover no trânsito, entendi que a nossa responsabilidade dentro dele aumenta de acordo com o espaço que ocupamos (o caminhoneiro deve ser mais responsável que a pessoa que está no automóvel, que deve ser mais responsável que o que está pilotando a moto... o maior é responsável pelo menor). Mas também sei que os pedestres deveriam saber mais sobre regras de trânsito e obedecê-las, pois eu em minha bicicleta sou responsável pelos que caminham despreocupadamente pelo meio da rua ou pela criança que resolve atravessar sem olhar para lado algum.

Sei também que meu notebook carregado na cestinha da bicicleta está correndo riscos, assim como todas as outras coisas que para mim têm valor e que vão em minha bolsa a tiracolo. Mas ainda assim eu uso bicicleta. Ocupo menos espaço nas ruas, nos estacionamentos, não poluo e ainda me exercito. E eu sei também que muitas pessoas não podem depender do transporte público para se locomoverem, como, por exemplo, o meu filho que estuda em uma escola que fica longe de casa e precisa ir de carro. Mas outro dia ele teve uma programação extra no contra turno e resolveu ir com os amigos de bicicleta (sua aventura me rendeu uma preocupação enorme por sua segurança, mas ajudou a economizar combustível e também a ensinar a meu filho a se locomover sozinho pela cidade e adquirir responsabilidade por ele).

Às vezes, sentamos sobre o nosso comodismo e agredimos as pessoas apenas para justificar nossas atitudes. E nem imaginamos o quanto isso pode ferir o outro.



Agressão 

Nem sempre 

É tudo o que merece 

O agredido. 

Mas, muitas vezes, 

É tudo o que pode oferecer O agressor.



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