domingo, 31 de março de 2013

Na rede a comentar... - 14




Antes, o texto encontrado. Depois, o meu singelo comentário.




O sofrimento de Bibi Aisha.


No dia 09 de agosto de 2010, a revista Time publicou em sua capa uma foto que mudou a vida de uma garota para sempre. A fotógrafa sul-africana Jodi Bieber, em um campo de refugiados em Kabul, registrou a imagem da jovem Bibi Aisha, então com 18 anos, com seu belo rosto marcado por uma severa mutilação do nariz.

O tio de Bibi Aisha matou um homem e como indenização precisou oferecer duas sobrinhas para a família da vítima. Ela foi aprisionada em um estábulo até o dia em que menstruou, sendo então entregue ao homem que seria seu futuro marido. Sofrendo com sucessivas torturas e espancamentos Bibi conseguiu fugir mas não durou muito tempo nas ruas pois ao ser avistada sozinha foi imediatamente presa: segundo o regime Talibã, mulheres não podem andar sem a guarda de um homem.

Seu pai a encontrou na prisão após quatro meses e precisou devolvê-la a família do marido. Como punição, seus cunhados e o marido arrancaram seu nariz e orelhas com uma faca. Este seria um castigo exemplar e serviria como aviso para todas as mulheres que ousassem desobedecer seus homens. Logo após o evento, o sogro de Bibi foi visto andando com seu nariz pelas ruas como se fosse um troféu enquanto ela foi deixada para morrer nas montanhas.

A vida de Bibi Aisha foi salva por um grupo de civis que faziam trabalho humanitário no Afeganistão. Ela estava sem nariz, orelhas, autoestima, dignidade; sem forças pra viver. Após ser capa da Time, sua vida mudou. Ela foi para os EUA onde recebeu atendimento de psicólogos e passou por cirurgias de reconstrução. 

O uso político desta imagem foi imediato, principalmente em um período onde os americanos lutavam para que o mundo aceitasse sua permanência no Afeganistão.

Texto de Diego Vieira
Administração Imagens Históricas







História no mínimo interessante, revoltante e, claro, digna de ser repassada. Só lamento pelo "testículo" muito do tendencioso, americanizado e hipócrita que (para variar) enaltece o governo americano, colocando-o como o salvador do mundo, o protetor da humanidade. Lamentável é pouco. O que eu sinto diante de situações como essa ainda não tem nome. No entanto, eu sigo indignada. Porque é preciso manter a indignação (ao menos).
Passando da hora de arrancar as vendas dos olhos mentais, hem???


2 comentários:

  1. Em todos os confrontos, incluindo os bélicos, as partes precisam sempre de convencer da justeza ou conveniência das suas posições. Mas ressalta deste caso, que na sua origem está a existência de uma sociedade, obscurantista, intolerante e violenta, que permite actos de crueldade como este, sobre seres humanos oprimidos e quase indefesos.

    ResponderEliminar
  2. Infelizmente, uma das partes está sempre pronta a convencer os oprimidos de que ela os está protegendo, quando na verdade, os está dizimando.

    Obrigada pelo comentário e pela visita, Rufino. Abraços.

    ResponderEliminar

Grata por registrar sua visita.