sexta-feira, 5 de abril de 2013

2013: o ano dos extremos





"... es un año revuelto dicen, pues creo que si, han pasado tres meses que parecen un año, pasaron muchas cosas para cada uno en su ser individual... "




E foi depois de haver lido o que me escreveu a minha amiga Patricia Rosa que comecei a me dar conta da vida ao redor de mim.


Se o ano passado caracterizou-se por haver sido um ano de crescimento anímico, este sem dúvida será um ano de vivências. E de vivências intensas.

Desde o início desse ano, cada dia vivido me tem equivalido a pelo menos quatro. Simplesmente porque tudo tem ocorrido de modo intenso, em exagero, em overdose... E isto com relação a muita coisa.

Amizades têm aparecido, se aproximado e me adentrado a vida de modo muito íntimo. E um encontro que acaba de ocorrer faz com que dias pareçam anos. No entanto, com a mesma intensidade que surgem, esses novos amigos vão se afastando, se ausentando e saindo. E não se sabe ao certo o que restará de concreto dessas novas e tão rapidamente intensas amizades.

Não me lembro de haver visto ocorrer tantos problemas políticos, econômicos e sociais tão escandalosos, chocantes e revoluções tão fortes num espaço de tempo tão curto entre um acontecimento e outro.

Nunca eu havia imaginado que as virtudes das pessoas pudessem ser expressadas (por elas mesmas) de modo tão escancarado. Contudo, é lamentável notar que a expressão das desonras esteja seguindo o mesmo caminho. Ou seja, os nossos defeitos estão sendo exibidos de forma tão intensa quanto as nossas qualidades (ainda que não estejamos nos dando conta).

Relacionamentos que se iniciam repentinamente têm me tocado de modo extremamente profundo. Chegam de repente, me movem toda a vida e duram um mês. Mas, quando olho para trás, tenho a impressão de que, ao invés de um mês, passei uma vida inteira ao lado da pessoa. E assim como ela chegou, ela se vai.

As doenças ou simplesmente não aparecem ou chegam com os sintomas triplicados. O sexo nunca foi tão prazeroso e viciante. O prazer (seja lá de que tipo qual for) nunca foi tão intenso e necessário. A comida precisa estar maravilhosa ou então somente a engulo. Não basta estar feliz, é preciso estar transbordando de felicidade. Não é só  tristeza, é uma melancolia que consome. Não é só uma decepção, dói como se me abortassem a alma.

Pois é... Pelo visto este será um ano de extremos. E vamos ficar na expectativa de que os momentos maravilhosos possam ser em número maior. Porque se as alegrias estão absurdamente intensas num espaço de tempo relativamente curto, por outro lado tenho sentido em questão de minutos os sofrimentos que costumo suportar em meses. Pode-se concluir que se os momentos que surgirem forem gloriosos, ganharemos a possibilidade de experimentar a sublimação. No entanto, se os momentos forem de caos, sentir que te esfacelam a alma pode não ser muito agradável.

Este tem sido um período de vivências. E de vivências intensas. Mas o quê após este período me restará de positivo, isto eu só saberei quando se fechar o ciclo (cada um das centenas deles).








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