segunda-feira, 8 de abril de 2013

Do ciclo vital do amor...





Nascer, crescer, multiplicar e consumir-se em si mesmo.



É impressionante a capacidade nossa de amar!

A nossa capacidade de amar é tão imensa que amamos o improvável. É tão incomensurável que amamos o inventado. A nossa capacidade de amar nos faz desenvolver amor até pelo que não existe. Amamos, enfim, o que não passa de pura imaginação.

Então por que será que não conseguimos perdoar na mesma proporção que amamos?

Não conseguimos perdoar principalmente a quem nos induziu a amar o que não passava de pura e simples imaginação. Nos negamos a perdoar a quem nos induziu a amar o que nunca existiu. Somos incapazes de perdoar a quem nos induziu a amar aquilo que foi inventado. Parece fora de questão conseguirmos perdoar a quem nos induziu a amar o que era completamente improvável, porque a nossa capacidade de amar pode ser impressionante, mas infelizmente é quase nula a nossa capacidade de enxergar o improvável.

E se não perdoamos na mesma proporção que amamos, por que o amor que criamos, que desenvolvemos, na impossibilidade de ser extinguido, consumido, não pode ser conduzido a outra direção? 

Os amores são sempre pessoais e intransferíveis. Sendo assim, não é possível usá-los ou gastá-los em outros meios, muito menos para outros fins. Eles nascem específicos, ainda que nem sempre sejam aceitos.

E o que fazemos com tanta oferta de amor e nenhuma procura?

Em quanto tempo e de que forma o Universo consegue absorver de nós um amor estagnado?

E se não existir a possibilidade dele ser absorvido... corre-se o risco de desenvolver amor pelo improvável e ter que ver esse amor vagando sem jamais conseguir encontrar o objeto amado. Arriscamo-nos a ver o amor errando sem rumo, rejeitado feito um nascimento indevido que deveria haver sido abortado.




Da impossibilidade de saber o que dói mais: se a impossibilidade de dar amor ou a de recebê-lo.






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