domingo, 21 de julho de 2013

Do medo nosso de sair de nossa zona de conforto




Permanecer em nossa zona de conforto nos exime não apenas de nossas principais responsabilidades conosco, mas principalmente nos exime de nossas principais responsabilidades com todo a ambiente ao nosso redor.



Tenho tentado o máximo que posso me posicionar diante do programa "Mais Médicos" analisando uma série de questões em torno dele. Mesmo porque, os programas do Governo Federal, de qualquer área que seja, são sempre muito lindos "no papel". Na prática sempre deixam a desejar.

No entanto, trazendo a situação para a minha realidade, se surgisse um programa do tipo "Mais Professores" e, a partir dele, começassem a chegar professores de Portugal para lecionar Língua Portuguesa e Redação aqui no Brasil, eu tenho certeza de que haveriam muitos professores brasileiros licenciados em Letras desesperados e com medo da concorrência. E eu me ponho como uma das primeiras da fila a entrar em pânico (tenho consciência da diferença da qualidade de ensino europeia). Imaginem a revolução?? Isso mexeria muito com a minha "zona de conforto": eu teria que me reavaliar, ser honesta comigo mesma se meu trabalho realmente estaria sendo feito, se estaria sendo de facto uma educadora, reavaliar a minha formação, se minhas aulas de Língua Portuguesa estavam sendo úteis ou se eu só estaria cumprindo com um cronograma que não fará diferença na vida de um futuro cidadão, se, através de meu trabalho como educadora e formadora da sociedade, eu estaria realmente cumprindo esse papel (vale lembrar o juramento que fazemos em nossa formatura "Prometo, no desempenho de minhas funções de Educador, transmitir com lealdade, integridade e honestidade os ensinamentos humanos e científicos que façam os alunos a mim confiados, profissionais e cidadãos conscientes. Prometo tudo fazer em prol da educação nacional e contribuir para que o aluno possa se expressar adequadamente em todas as situações comunicativas, participando da cultura letrada."). Será que nós, cada qual em sua profissão, estamos cumprindo com o nosso juramento?... Enfim, não é fácil ser retirado de nossa zona de conforto.


Juramento de Hipócrates:

"Eu juro, por Apolo, médico, por Esculápio, Higeia e Panaceia, e tomo por testemunhas todos os deuses e todas as deusas, cumprir, segundo meu poder e minha razão, a promessa que se segue: estimar, tanto quanto a meus pais, aquele que me ensinou esta arte; fazer vida comum e, se necessário for, com ele partilhar meus bens; ter seus filhos por meus próprios irmãos; ensinar-lhes esta arte, se eles tiverem necessidade de aprendê-la, sem remuneração e nem compromisso escrito; fazer participar dos preceitos, das lições e de todo o resto do ensino, meus filhos, os de meu mestre e os discípulos inscritos segundo os regulamentos da profissão, porém, só a estes.

Aplicarei os regimes para o bem do doente segundo o meu poder e entendimento, nunca para causar dano ou mal a alguém. A ninguém darei por comprazer, nem remédio mortal nem um conselho que induza a perda. Do mesmo modo não darei a nenhuma mulher uma substância abortiva.

Conservarei imaculada minha vida e minha arte.

Não praticarei a talha, mesmo sobre um calculoso confirmado; deixarei essa operação aos práticos que disso cuidam.

Em toda a casa, aí entrarei para o bem dos doentes, mantendo-me longe de todo o dano voluntário e de toda a sedução sobretudo longe dos prazeres do amor, com as mulheres ou com os homens livres ou escravizados.

Àquilo que no exercício ou fora do exercício da profissão e no convívio da sociedade, eu tiver visto ou ouvido, que não seja preciso divulgar, eu conservarei inteiramente secreto.
Se eu cumprir este juramento com fidelidade, que me seja dado gozar felizmente da vida e da minha profissão, honrado para sempre entre os homens; se eu dele me afastar ou infringir, o contrário aconteça."

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