terça-feira, 13 de agosto de 2013

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Fernanda Young


"O ibope é uma burrice", diz Fernanda Young

em Folha de São paulo, por Monica Bergamo


Do meu modesto e estarrecido comentário:

Será que foi o Botox que despencou (e com ele um pouco de sanidade)? Será que foi o sucesso e o dinheiro que danificaram as linhas normais de raciocínio desta jovem escritora? Será que foi a dislexia? Será que foi a total ausência de autoestima, citada por ela, que fez um efeito contrário e a deixou "cheia de si"? Ou será que foi a jornalista que a entrevistou e que, sei lá por que motivo, fez do texto um campo de batalhas entre informações que não se combinam, cada uma parecendo vir de uma pessoa diferente (ela é disléxica ou 'multipolar'?), que mostra uma Fernanda Young soberba, debochada, descontrolada, travada (como quem cheirou cocaína e quer ter raciocínio lógico), globalizada (no sentido mais pejorativo que se puder dar à palavra), recalcada, estranha, mimada... enfim, se ela mudou muito, como disse o marido, me parece que foi para pior.

Essa matéria mudou completamente a ideia que eu tinha da Fernanda. Quando a jornalista começou a citar os muitos objetos e bens, fiquei pensando se ela deveria ser entrevistada, lida e ouvida por ser uma boa escritora ou por ser rica.

Eu lamento muito que eu não consiga gostar apenas da obra sem me importar com o autor. Para mim, ambos andam juntos. Para gostar de um eu tenho que gostar do outro... Que pena.

Algumas informações até condizem, como a afirmação de que "o IBOPE é uma burrice", ou quando ela diz ter "espírito de porco". Mas... Agora estou lembrando do último parágrafo da matéria que dizia: "Durante a entrevista com a Folha, ela tomou quatro garrafas de cerveja long neck. Saiu atrasada para uma reunião de condomínio em que discutiria a construção de novas garagens em seu prédio. Chegou ao encontro e disse: "Eu não tenho dinheiro". Os vizinhos ficaram "atônitos", segundo ela. "E eu subi, estava com vontade de fazer xixi! kkkkk", contou um dia depois, numa mensagem enviada pelo celular".

É... pelo visto, normal, normal ela não estava, não é?

Ah sim, e ficar quatro anos sem carnaval não seria castigo (ainda com esperança de que isso tenha sido uma ironia da escritora, pois faria mais sentido), seria uma dádiva.


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