segunda-feira, 21 de outubro de 2013

O Universo e a inevitável atração dos corpos





Esse corpo maior que o meu que divaga minh'alma.
Essa consistência física tão firme que parece uma estátua!
Essa aparente estrutura física inabalável
Que me encoraja.
Esse magnetismo quase incontinente
Que atira sobre ele minhas mãos, corpo, pés, boca, dentes

E o meu desejo inteiro.
Essa ânsia por tê-lo nos meus mais variados momentos.
Essa necessidade absurda da presença física,
Emocional e anímica dele em meu cotidiano.
Essa forçada e racional resistência física aliada
A essa simultânea e por vezes intuitiva
E tão descarada entrega
Que se nota nos olhos tão logo nos vemos.
Eu posso? Eu devo?
Eu quero! Eu desejo!
E assim, quando eu chego, ele se entrega
E prontamente vira um imponente planeta...
E eu um delicado satélite
A girar em seu campo gravitacional.




"... sem que te visse nem chegasses 

estivesses eternamente respirando perto de mim."

(sempre, Neruda)




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