terça-feira, 21 de abril de 2015

O Humanismo em Carl Rogers







"Foi ouvindo pessoas que aprendi tudo o que sei sobre pessoas, sobre a personalidade, sobre as relações interpessoais. Ouvir verdadeiramente alguém resulta numa outra satisfação especial. É como ouvir a música das estrelas, pois por trás da mensagem imediata de uma pessoa, qualquer que seja esta pessoa, há o universal".¹




Uma teoria é uma tentativa humana de sistematizar uma área de conhecimento, uma maneira particular de ver as coisas, de resolver problemas. A teoria é um conjunto cientificamente aceitável de princípios que explicam um fenômeno.

A Premissa maior da teoria de Rogers é a afetividade, para ele a interação entre professor/aluno é condição para que a aprendizagem se realize. No entanto, ele não desenvolveu nenhum método pedagógico específico de ensino, cabendo ao professor adequar os métodos que ele mais se identifique à abordagem rogeriana.



"Sinto-me mais feliz simplesmente por ser eu mesmo e deixar os outros serem eles mesmos". ¹


O psicólogo norte-americano Carl Rogers em meados do século XX elaborou uma nova teoria que se contrapunha às teorias difundidas na época: a psicanálise de Sigmund Freud e a teoria Behaviorista de Skinner.

A teoria de Rogers se diferenciava dessas duas teorias citadas, por estar centrada no cliente, ou seja, para ele o sucesso do tratamento terapêutico estava centrado no cliente (forma como Rogers chamava seus pacientes), a terapia era conduzida não pelo terapeuta, mas pelo cliente, cabendo ao terapeuta apenas a ser o facilitador desse processo, através da interação e da aceitação positiva e incondicional, fazendo do consultório um ambiente afetuoso de compreensão, para que o cliente desenvolva sua tendência natural à atualização, levando-o por fim a autonomia, quando ele poderá descobrir por si mesmo, o melhor caminho a seguir.

A teoria rogeriana foi aplicada à educação, reconhecendo o papel democrático e não diretivo nas tendências pedagógicas. Para ele o papel do educador se assemelha ao do terapeuta e o papel do aluno é igual ao do cliente. Nesse sentido, o aluno assim como o cliente tem uma tendência natural para o crescimento em direções saudáveis e o professor, assim como o terapeuta, facilitará o processo de realização do aluno/cliente, através da tríade rogeriana: empatia, aceitação e autenticidade.

A empatia diz respeito à compreensão dos sentimentos dos alunos por parte do professor e da comunicação profícua entre esses sujeitos da educação, que fará com que esse aluno saiba que é compreendido.

A aceitação incondicional do aluno, segundo Rogers, é fundamental para que a sala de aula torne-se um ambiente facilitador de aprendizagem, o que proporcionará ao aluno confiança e liberdade para aprender.

Por último, o professor deverá ser autêntico, aceitando-se com sua fraquezas e limitações, mostrando aos alunos a importância da valorização das características individuais de cada um e da auto-aceitação, sem se preocupar com as exigências sociais, apontando assim, caminhos para o desenvolvimento saudável dos alunos, levando-os a agir com liberdade e responsabilidade.


DIDÁTICA E FILOSOFIA


O PAPEL DA ESCOLA



“O objetivo educacional deve tornar-se a facilitação de mudança e aprendizagem.” ¹


Carl Rogers, entendendo que para um tratamento eficiente de seus pacientes seria necessário uma “terapia centrada no cliente” (como preferia chamar aqueles a quem atendia), concluiu que essa máxima também seria válida se aplicada à educação.

Na concepção de Rogers, o papel da escola no processo da aprendizagem é de suma importância. Dentro desse sistema, deve haver, segundo Rogers, “um clima propício ao crescimento pessoal”, ou seja, a escola precisa elaborar ferramentas que contribuam para o desenvolvimento cognoscitivo do aluno. Da mesma forma, uma atitude inovadora de incentivar o educando a desenvolver e explorar suas capacidades deve ser empregada, não impedindo o conceito de que o aluno deve ser um indivíduo ativo na sala de aulas e na sociedade.

Outra perspectiva da visão rogeriana do papel da escola na aprendizagem se baseia em uma das condições de sua concepção “tríade” sobre seu trabalho como psicólogo e conseqüentemente sobre a educação: a aceitação incondicional, ou tratamento autêntico, onde o olhar sobre o aluno deve ser totalmente livre de pré-julgamentos. A escola deve garantir que o aluno, seja ele de qualquer cor, sexo, classe ou religião, participe do modelo não-diretivo, ajudando-o a atingir níveis mais elevados de integração pessoal, de bem estar e de auto-estima, superando assim suas dificuldades, angústias e bloqueios.

Podemos dizer, entre outras palavras, que a escola, na visão de Rogers, deve agir como um sistema facilitador da aprendizagem, estimulando o educador a ser um agente plenamente interativo, dando a ele a liberdade para ser tanto professor quanto aprendiz. Ao que diz respeito ao aluno, a escola precisa contribuir para que ele venha a aprender, criar e produzir intelectualmente, dando-lhe os instrumentos (compreensão, afeto, incentivo) necessários para que venha a buscar cada vez mais mudança (uma vez que vivemos em um mundo de constantes transformações onde tudo se mistura) e conhecimento (uma vez que a aprendizagem é contínua) para sua vida, pois assim estará mais apto a se compreender, assim como entender melhor o mundo que o cerca.




VISÃO DO ALUNO



“O ponto final de nosso sistema educacional, não menos que o de teoria, deve ser o desenvolvimento de pessoas plenamente atuantes.” ¹



Para Rogers o aluno é um ser que necessita ter total confiança no professor, para que consiga libertar todo o potencial que já existe interiorizado. Dessa forma o relacionamento entre aluno-professor precisa ser destituído de noções hierárquicas que geralmente norteiam as Instituições de Ensino.

O aluno, apesar de possuir tendências para o desenvolvimento do seu intelecto, busca no professor os meios para auto-dirigir-se, exercendo o direito de liberdade de escolha. Ou seja, o aluno procura no professor empatia, aceitação incondicional de seus sentimentos, e que o mesmo demonstre autenticidade e honestidade, facilitando assim o relacionamento e o aprendizado.

Rogers afirma que o aluno só aprende aquilo que necessita ou quer aprender para sua sobrevivência no meio que vive. Dessa forma busca no professor auxilio que faça fluir de forma positiva sentimentos de auto-aceitação e afinidade com o mundo a sua volta.

A teoria rogeriana também prega que o indivíduo em sociedade sujeita-se a um processo de vivência coletiva que exige a noção, do que seja certo ou errado, permitido ou proibido, licito ou ilícito, sendo assim o direito a liberdade é garantido pelo Estado, que confere a todos o direito de “poder de fazer tudo aquilo que não prejudique a outrem”. Isto explica que a liberdade conferida ao aluno pelo professor, não significa uma desordem dentro da sala de aula.

Portanto, o pressuposto básico da teoria de Rogers, é crer que o ser humano é capaz de elevar seu próprio conhecimento. E na educação não diretiva o professor, “facilitador” adota uma postura centrada no aluno e no aprendizado do mesmo facilitando assim uma interação do aluno-professor e aluno-aluno, para que possa expressar o conhecimento adquirido e aperfeiçoado na escola.

Toda criança tem, por natureza, a necessidade de ensinar o que aprendeu. Neste tipo de aprendizagem e de busca de novos conhecimentos, o aluno é também responsável pelo desenvolvimento de outros colegas. Dessa forma, eles também aprendem a desenvolver um relacionamento interpessoal com os colegas e com a família.




VISÃO DO PROFESSOR



“Facilitação é mais um recurso.” ¹



A teoria rogeriana não-diretiva centrada no cliente acredita que o professor é um facilitador, que este precisa tirar a “máscara”, o “rótulo” de superior, inacessível e tornar-se uma pessoa real diante de seus alunos. Para Rogers, o facilitador deve se reconhecer como um material de apoio humano para o educando. Pois, enquanto um bom professor, como um estrategista da educação, usa muito bem o seu tempo planejando o currículo escolar e suas aulas, o facilitador, por sua vez, cria condições de interação pessoal com os educandos, preparando o ambiente psicologicamente favorável para recebê-los, proporcionando material de pesquisa aos alunos, instigando a curiosidade que é inerente ao ser humano para promover a aprendizagem significativa.

Para Rogers só é possível haver ensino aprendizagem quando a comunicação entre os envolvidos se dá por meio de uma compreensão empática, que é quando o facilitador se mostra compreensivo, disposto a ser parceiro da criança.

A mesma teoria defende também a ideia de que o professor precisa dar liberdade ao aluno, para que este possa escolher o que deseja aprender, oferecendo-lhe um ambiente arrojado. Tal atitude fará com que o educando sinta interesse e se sinta motivado a aprender. Aplicar as idéias rogerianas no trabalho diário do professor é contribuir para um melhor relacionamento deste com os alunos, assumindo, em sala de aula, atitudes mais positivas, com o intuito de, segundo o próprio Rogers, “transformar a linguagem de rejeição em linguagem de aceitação e respostas que ferem em respostas que curam”.

O que um facilitador ensina aos educandos é buscar o seu próprio conhecimento, para tornar-se independente e produtor de seu próprio processo cognitivo.




CONCEPÇÃO DE APRENDIZAGEM



“Só em um contexto interpessoal no qual a aprendizagem seja facilitadora surgirão verdadeiros estudantes, reais aprendizes, cientistas e intelectuais criativos e participantes.” ¹



A abordagem Rogeriana é basicamente humanística e visa a aprendizagem pela pessoa "inteira"; uma aprendizagem que engloba os três tipos gerais(cognitiva, afetiva e psicomotora). Sendo:

- Cognitiva – que resulta no armazenamento organizado de informações na mente do ser que aprende

- Afetiva – que resulta nos sinais internos ao indivíduo e pode ser identificada com experiência tais como: prazer e dor, satisfação ou descontentamento, alegria ou ansiedade.

- Psicomotora – que envolve respostas musculares adquiridas por meio de treino e prática.

A fenomenologia de Rogers é bastante semelhante com a psicologia de George Kelly (1993). Para Kelly também é uma abordagem humanística, pois visa a aprendizagem do indivíduo "como um todo".

A abordagem de Rogers resulta de uma longa experiência que teve com pessoas, pois era psicólogo. Essa abordagem é centrada no aluno e na sua potencialidade para aprender. Rogers entende que “aprendizagem significativa é aquela que provoca uma modificação, quer seja no comportamento do indivíduo, na orientação da ação futura que escolhe ou nas suas atitudes e sua personalidade”.

A aprendizagem centrada na pessoa é revolucionária e transformadora por aproveitar o desejo natural de todo criança com relação a participar e interferir em seu próprio processo. Nesta aprendizagem, o aluno torna-se gestor de seu próprio processo de busca do conhecimento.

Rogers combate a aprendizagem do tipo “tarefas”, que só utiliza as operações mentais, não considerando o indivíduo como um todo.




CONCEPÇÃO DE ENSINO



“O único homem educado é o homem que aprende a aprender.” ¹


Para Rogers, ensinar é mais que transmitir conhecimento – é despertar a curiosidade, é instigar o desejo de ir além do conhecido. É desafiar a pessoa a confiar em si mesma e dar um novo passo em busca de mais. É educar para a vida e para novos relacionamentos.

Nesta abordagem considera-se os enfoques encontrados predominantemente no sujeito. A proposta Rogeriana é identificada como representativa da psicologia humanista e denominada terceira força em psicologia. "O ensino centrado no aluno" é derivado da teoria, também Rogeriana, sobre personalidade e conduta. É centrada no desenvolvimento e personalidade do indivíduo, em seus processos de construção e organização pessoal da realidade.

O professor em si não transmite conteúdo, tornando-se assim um facilitador da aprendizagem.




"Ser empático é ver o mundo com os olhos do outro e não ver o nosso mundo refletido nos olhos dele". ¹




Estudar a teoria de Rogers é muito importante para quem está cursando Licenciatura e pretende ser um educador. Principalmente porque, de um modo geral, os professores não são capacitados para trabalhar com tal teoria. Contudo, existem hoje várias teorias que desenvolvem a aprendizagem por meio da valorização da pessoa, e a teoria de Rogers inspirou muitas escolas a ousarem e colocarem essas teorias democráticas em prática. As escolas que apostaram nessas teorias enfrentam problemas, mas não se intimidam diante deles. Pelo contrário, todos juntos aprendem, um com o outro, a se fortalecer e solucionar as dificuldades encontradas pelo caminho.

É primordial aceitar que o ser humano não é estático, mas um ser em constante mudança. E assim sempre será em qualquer lugar onde houver um ser humano. Todavia, para ousar transformar uma sala de aula, ou uma escola, o educador precisa aceitar a si próprio e ao educando em um processo de transformação vital. Neste processo de respeito e amor ao próximo, pode-se pensar em uma escola melhor.

As abordagens de ensino e aprendizagem focadas no humanismo deveriam estar mais presentes nas escolas e este fato, consequentemente, daria mais autonomia intelectual dos alunos.

É certo, portanto, que, ao colocar a aprendizagem centrada no crescimento pessoal, as relações interpessoais como foco principal da construção e/ou auto-construção do indivíduo e o professor como facilitador desse processo, estaremos contribuindo imensamente para a melhoria do processo educativo e para a vida do ser humano (aluno). Pois aprendizagem não é somente inteligência e construção do conhecimento, é também identificação pessoal e relação, através da interação entre pessoas que compõem um todo invisível, mas não imperceptível.




"A apreciação dos outros não me serve de guia. Apenas uma pessoa pode saber que eu procedo com honestidade, com aplicação, com franqueza e com rigor, ou se o que eu faço é falso, defensivo e fútil. E essa pessoa sou eu mesmo". ¹




Carl Ransom Rogers nasceu em Oak Park, perto de Chicago, em 1902. Teve uma infância isolada e uma educação fortemente marcada pela religião. Tornou-se pastor e encaminhou os estudos para a teologia, quando começou a se interessar por psicologia.

A vida acadêmica de Carl Rogers teve início no ano de 1919 quando se matriculou em agronomia na Universidade Wisconsin, mas ao entrar em contato com meios evangélicos militantes, resolveu matricular-se no curso de História, curso que concluiu no ano de 1924. Após ter obtido a sua licenciatura em História, começou a freqüentar o Seminário da União Teológica de Nova Iorque, onde tem a oportunidade de freqüentar cursos na faculdade de psicologia.

Na nova carreira, o primeiro foco de trabalho foram crianças submetidas a abusos e maus-tratos. Por essa época começou, por observação, a desenvolver suas teorias sobre personalidade e prática terapêutica. Aos 40 anos publicou o primeiro livro. Seguiram-se mais de cem publicações destinadas a divulgar suas idéias, que ganharam seguidores em todo o mundo. Rogers quis provocar uma ruptura na psicologia, dando a condução do tratamento ao cliente, e não temeu acusar de autoritários a maioria dos métodos hegemônicos na área.

O pilar da terapia rogeriana são os "grupos de encontro", em que vários clientes interagem. Rogers foi um dos primeiros a gravar e filmar as sessões de terapia.

Os últimos anos de Carl Rogers foram dedicados a intervenção e reflexão sobre aspectos referentes às áreas sociais, levando-o a escrever livros e participar de workshops transculturais, ou de esforço pela paz, sendo em 1987 indicado ao Prêmio Nobel da Paz. Nesse mesmo ano, Rogers faleceu no dia 4 de fevereiro na Califórnia.


1 - Frases de Carl Rogers.


MATERIAL COMPLEMENTAR




PSICOLOGIA HUMANISTA




A Corrente Humanista é considerada como a Terceira Grande Força da Psicologia. Essa corrente surgiu nos Estados Unidos e na Europa na década de 1950, como reação explícita ao behaviorismo e à analogia entre o homem e a máquina. 

Abraham Maslow é indicado como sendo o fundador desse movimento. 



A QUEM INFLUENCIOU A TEORIA HUMANISTA


ESCOLA LUMIAR





"Na escola Lumiar as paredes do salão principal não tem reboco e os tijolos estão aparentes (não são tijolinhos bonitinhos aparentes e sim tijolos de construção). Com esta atitude e transparência, a expressão de “inacabado” de Paulo Freire ficou bem clara, na qual há algo a ser feito. Nada no ser humano está concluído. Para FREIRE (2005: 50), “Na verdade, o inacabamento do ser ou sua inconclusão é próprio da experiência vital. Onde há vida, há inacabamento. Mas só entre mulheres e homens o inacabamento se tornou consciente.” 

Nessa escola o educador não é aquele que apenas transmite conhecimento às crianças. Ele é, também, o “tutor” delas. Cada educador é responsável por vinte crianças que se movimentam e tem acesso a qualquer dependência da escola. Enquanto nas escolas tradicionais a criança faz parte da escola, na Lumiar o papel se inverte. A escola faz parte da vida das crianças; lá, as crianças sentem-se felizes.

A Lumiar, por ser uma escola democrática, prepara os educandos a exercerem a democracia na prática, pois são em assembleias semanais que eles determinam as regras de convivência, fazem suas reivindicações e solucionam os problemas do cotidiano. Nessa assembléia, todos podem falar, exercer o direito ao voto, e respeitam a decisão da maioria. Definem também as punições para os que virem a desrespeitar as regras de convivência. 

Para definir a pauta da próxima assembléia é colocada no mural do salão principal, três dias antes, uma cartolina na qual os alunos têm a liberdade de escrever o que eles querem discutir e votar.

O plano pedagógico da escola é definido de acordo com o PCN. O que o diferencia das outras escolas é a forma de executá-lo. Por exemplo: toda escola tem o direito à autonomia de gestão; a Lumiar exerceu este direito rompendo com o sistema de ciclos sugerido pelo PCN, adotando o sistema de grupos de pesquisa por meio de projetos.

Todo conteúdo a ser ministrado aos educandos será executado por projetos, que tem a duração de três meses. Os projetos são interdisciplinares e elaborados por mestres que tenham, naquele ofício uma grande paixão. E com esta mesma paixão ele instiga os educandos, o que favorecerá a sua aprendizagem. Esses projetos são feitos para respeitar a ritmo de cada educando, já que os grupos não são definidos por faixa etária e sim por grupo de afinidade.

O aluno não é obrigado a participar dos projetos. Ele será despertado para a importância de cada projeto em sua vida estudantil, mas nunca obrigado a freqüentá-lo. A escolha não vem dos pais, nem dos professores e sim dele mesmo. Mas ao escolhê-lo ele terá que seguir regras pré-definidas. Terão direitos e obrigações a serem cumpridos. Dessa forma, eles estão sendo preparados para assumirem responsabilidades.

Os alunos podem transitar por toda escolha e usar suas dependências quando quiserem. Em alguns espaços, devem seguir algumas regras que facilitam a convivência. Um bom exemplo dessas regras são os laboratórios de informática e ciências. Ambos são pequenos, porém bem compartilhados. Esse é o objetivo: compartilhar e respeitar o direito do outro!

A avaliação do mestre e a auto-avaliação é feita durante o processo de aprendizagem, observando se os objetivos de ambos foram ou não alcançados .

A cada dois meses é realizada uma assembléia com todos os que colaboram para o desenvolvimento da escola: funcionários, educadores, mestres, parceiros e pais dos educandos. O objetivo desta reunião é que todos possam interferir no processo de gestão.

A Lumiar e a Escola da Ponte são escolas democráticas, que preparam as crianças para a vida pessoal e profissional. As crianças são ensinadas: o respeito mútuo, a paciência e o compartilhar das vidas. Essas crianças sentem-se capazes de tomar decisões importantes em suas vidas e aprendem a ser responsável por essas decisões, dando certo ou não."




CENTRO DE EDUCAÇÃO CARL ROGERS - JOÃO PESSOA - PB






ESCOLA DA PONTE - PORTUGAL






ALÉM DA EDUCAÇÃO

A psicologia humanista não influenciou apenas as teorias educacionais. Influenciou pensadores, paradigmas, movimentos científicos, religiosos, culturais e mesmo de contracultura. Como os exemplos abaixo:


HOLISMO

Uma nova forma de perceber o mundo


"A terra não pertence ao homem; é o homem que pertence à terra. Disto temos certeza. Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si. O que fere a terra fere também os filhos da terra. Não foi o homem que teceu a trama da vida: ele é meramente um fio da mesma. Tudo o que ele fizer à trama, a si próprio fará". (Cacique Seattle)



RUBEM ALVES



“Contei sobre a escola com que sempre sonhei, sem imaginar que pudesse existir. Mas existia, em Portugal...Quando a vi, fiquei alegre e repeti, para ela, o que Fernando Pessoa havia dito para uma mulher amada: 'Quando te vi, amei-te já muito antes...' "



CONTRACULTURA

Movimento Hippie dos anos 60



Uma cultura alternativa focada principalmente nas transformações da consciência, dos valores e do comportamento na busca de outros espaços e novos canais de expressão para o indivíduo e pequenas realidades do cotidiano. 



LEONARDO BOFF


"A ecologia integral procura acostumar o ser humano com esta visão global e holística. O holismo não significa a soma das partes, mas a captação da totalidade orgânica, una e diversa em suas partes, mas sempre articuladas entre si dentro da totalidade e constituindo esta totalidade. Esta cosmovisão desperta no ser humano a consciência de sua funcionalidade dentro desta imensa totalidade. Ele é um ser que pode captar todas estas dimensões, alegrar-se com elas, louvar e agradecer aquela Inteligência que tudo ordena e aquele Amor que tudo move, sentir-se um ser ético, responsável pela parte do universo que lhe cabe habitar, a Terra. Ela, a Terra, é, segundo notáveis cientistas, um superorganismo vivo, denominado Gaia, com calibragens refinadíssimas de elementos físico-químicos e auto-organizacionais que somente um ser vivo pode ter. Nós, seres humanos, podemos ser o satã da Terra, como podemos ser seu anjo da guarda bom. Esta visão exige uma nova civilização e um novo tipo de religião, capaz de re-ligar Deus e mundo, mundo e ser humano, ser humano e a espiritualidade do cosmos."



ALBERT EINSTEIN




"O ser humano vivência a si mesmo, seus pensamentos como algo separado do resto do universo - numa espécie de ilusão de ótica de sua consciência. E essa ilusão é uma espécie de prisão que nos restringe a nossos desejos pessoais, conceitos e ao afeto por pessoas mais próximas. Nossa principal tarefa é a de nos livrarmos dessa prisão, ampliando o nosso círculo de compaixão, para que ele abranja todos os seres vivos e toda a natureza em sua beleza. Ninguém conseguirá alcançar completamente esse objetivo, mas lutar pela sua realização já é por si só parte de nossa liberação e o alicerce de nossa segurança interior".






REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

- MILHOLLAN, Frank. Skinner x Rogers: maneiras contrastantes de encarar a educação. São Paulo: Sumus, 1978.

- GINOTT, Haim. O Professor e a Criança. Rio de Janeiro: Bloch Editora, 1973.

- BARSA, Nova Enciclopédia. São Paulo: Encyclopaedia Britannica do Brasil Publicações, 1998.

- Nova Escola Edição Especial: Grandes Pensadores – vol.1. São Paulo: Ed. Abril, Nº 9.

- Filosofia: ciência e vida. São Paulo: Escala Editora, Ano 1, Nº 5..

- BOFF, Leonardo. O Despertar da Águia. Petrópolis: Vozes, 1998.

- BARROS, Célia Silva Guimarães. Pontos de Psicologia Escolar. São Paulo: Ática, 2004.


SITES














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